Laboratório

Campos Electromagnéticos

Avaliação de Campos Electromagnéticos

A radiação electromagnética ocorre naturalmente no Universo e, como tal, sempre esteve presente na Terra. O nosso Sol, por exemplo, é a fonte (natural) de radiação electromagnética mais intensa a que estamos expostos. Por outro lado, o crescimento tecnológico, as mudanças no comportamento social e nos hábitos de trabalho - próprios de uma sociedade em evolução - criaram um ambiente crescentemente exposto a outras fontes de radiação electromagnética. Estas fontes foram criadas artificialmente pelo homem e são, por exemplo, as antenas dos sistemas de telecomunicações, as linhas de alta tensão, os aparelhos eléctricos, etc. Assim, a luz visível, os raios X, as vulgarmente chamadas “ondas de rádio” e os microondas são formas possíveis de radiação electromagnética, correspondendo à propagação de energia pelo espaço a velocidades da ordem de 300 000 km/s, sem necessidade de suporte físico.
A propagação da energia electromagnética faz-se através de ondas constituídas por duas entidades interdependentes entre si: o campo eléctrico, E, e o campo magnético, H. Não é possível observar directamente o campo eléctrico e o campo magnético, mas estes campos evoluem no espaço como uma onda, daí a designação de “onda electromagnética”. Sempre que há fluxo de carga eléctrica, há criação de campos electromagnéticos (CEM ou EMF da sigla em inglês).

Pesquisas efectuadas relativamente aos efeitos dos campos electromagnéticos na saúde humana, já concluíram que não há efeitos substanciais relacionados com campos eléctricos, contudo existem suspeitas de associação a cancros com os campos magnéticos, o que faz com que seja importante a monitorização da exposição.

Neste sentido foi publicada a directiva 2004/40/CE do Parlamento Europeu relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde em matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos ( campos electromagnéticos ) durante o trabalho.

Nesta constam as seguintes definições:

 

a) «Campo electromagnético»: qualquer campo magnético estático ou qualquer campo eléctrico, magnético ou electromagnético variável no tempo com frequências até 300 GHz;
b) «Valores-limite de exposição»: limites relativos à exposição a campos electromagnéticos baseados directamente em efeitos sobre a saúde já estabelecidos e em considerações biológicas.
A observância destes limites garantirá a protecção dos trabalhadores expostos a campos electromagnéticos contra todos os efeitos prejudiciais conhecidos para a saúde;
c) «Valores que desencadeiam a acção»: magnitude de parâmetros directamente mensuráveis, fornecidos em termos de intensidade do campo eléctrico (E), intensidade do campo magnético (H), densidade do fluxo magnético (B) e densidade de potência (S), a partir da qual devem ser tomadas uma ou mais das medidas especificadas na presente directiva. A observância destes valores garantirá a observância
dos valores-limite de exposição aplicáveis.
 

 

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